Você PRECISA pensar em sustentabilidade criativa.
A efemeridade exige responsabilidade. Mas não encare isso como algo ruim, na verdade, pode se tornar inspirador.
Hoje nosso artigo vai um pouco além daquela conversa sobre desenvolver a criatividade. O nosso objetivo hoje é que você dê mais um passo.
Afinal, estamos juntos nessa jornada e, com um passo de cada vez, chegaremos lá!
Quando falamos sobre sustentabilidade criativa, precisamos ir além da simples reutilização de materiais. Inclusive, podemos colocá-la lado a lado com as práticas E.S.G., que têm se mostrado uma ferramenta poderosa dentro dos mais variados setores.
Se você não conhece essas práticas, vamos te apresentar rapidinho.
E.S.G. é a sigla para Environmental, Social, and Governance, essa prática é um conjunto de critérios que avalia o desempenho ético e sustentável de uma empresa.
"Environmental" abrange práticas ecológicas e impactos ambientais.
"Social" se refere a relações com colaboradores, fornecedores, clientes e comunidades.
"Governance" envolve a liderança, auditorias e controles internos da empresa.
A integração dessas práticas visa promover a responsabilidade corporativa e um desenvolvimento sustentável.
Ela se torna extremamente importante no nosso setor, uma vez que por realizarmos projetos com começo, meio e fim, precisamos assumir uma responsabilidade com os materiais utilizados e seus respectivos destinos.
Voltando a falar sobre a sustentabilidade criativa…
Ela é uma forte ferramenta para criar um impacto profundo e positivo na empresa e também na sociedade.
Adotar essa abordagem pode transformar não apenas os seus projetos, mas também a percepção da sua empresa perante o mercado, reforçando seu compromisso com a responsabilidade ambiental, social e governança.
Ela deixa de ser somente algo prático, que acontece no seu dia a dia, mas também direciona a forma com que o mercado te enxerga.
A sustentabilidade criativa envolve a reutilização inteligente de materiais de projetos anteriores para criar novas peças. Esse processo reduz o desperdício, economiza recursos e promove a inovação contínua.
Na arquitetura cenográfica, essa prática é essencial, pois apesar de tentarmos ao máximo reduzir a quantidade de resíduos através do pensamento projetual, é inevitável que existam resíduos a cada montagem. E o que fazer com essa questão? Afinal, trabalhamos com a efemeridade. A resposta que encontramos foi não tratar todos esses materiais simplesmente como resíduos.
É essencial respeitar o ciclo de vida útil dos materiais, para além da efemeridade.
Transformar resíduos como por exemplo partes de tecido, madeira e metal em novos componentes não só beneficia o meio ambiente, mas também impulsiona a criatividade e a originalidade dos projetos.
Isso porque, a criatividade precisa ser potencializada exponencialmente à medida que precisamos inovar com a mesma combinação de materiais, criando projetos exclusivos e surpreendentes.
Ainda assim, aqui no Grupo Bueno, nosso trabalho não tem o foco apenas na reutilização dos materiais dentro dos nossos próprios projetos.
A Puf Puf Sustentabilidade Criativa, iniciativa já premiada na categoria Sustentabilidade na 16ª edição do Prêmio Caio, é uma empresa do Grupo que surgiu da demanda de dar novos usos aos descartes da cenografia.
Apesar dos esforços internos para reduzir resíduos após desmontagens, é inevitável descartar alguns elementos, como partes de marcenaria, lonas e impressão digital, e tecidos que atingiram todas as etapas do seu ciclo de vida, mesmo após serem reutilizados nos processos da Bueno Arquitetura Cenográfica.
Aqui entra o trabalho da Puf Puf, que transforma esses resíduos em peças de mobiliário e itens de uso pessoal, e inclusive vestuário. Muitas vezes, utilizamos os materiais para produzir itens que são entregues aos convidados em edições posteriores do mesmo evento, assim ampliamos a conscientização em todas as camadas de usuários - do cliente ao convidado final.
A iniciativa, já bem arraigada na cultura do Grupo, está continuamente sendo aprimorada, buscando aliar design ao processo de upcycling (semelhante ao conceito de reciclagem, mas com uma abordagem mais criativa e inovadora).
Lembra que prometemos te ensinar somente o que realmente fazemos, certo? Então está aí, mais um exemplo prático e real para você começar a aplicar dentro da sua jornada profissional.
A Arquitetura Cenográfica é cheia de desafios, mas, saber lidar com eles é o que nos transforma tanto profissionalmente quanto pessoalmente.
Mas não precisa se desesperar, pode contar sempre com a gente 😉