Um ano começa quando efetivamente?
Não defendo a teoria que o ano começa só depois do carnaval, pois seria um desrespeito aos que tanto já trabalharam, planejaram, correram, estudaram e tantas outras atividades que já ocorreram nesses 50 dias de 2018.

O fato é que nossos cérebros não pausam nunca, nem se quer na virada do ano. Muitas são nossas ocupações e pré-ocupações, e embora sigamos o calendário romano, estamos inseridos numa rede de sentimentos que tem vida própria e não se desliga nunca.

Por isso resolvi escrever agora, não porque passou o carnaval, mas porque estou transbordando com um sentimento em relação a 2018: empolgação.

No início do ano assisti uma palestra da Mara Behlau sobre FELICIDADE, e desde então esse tema vem borbulhando na minha mente, pois está diretamente ligado ao otimismo e consequentemente a forma como conduzimos nossas vidas. Essas elocubrações, me trouxeram até esse artigo.

Parece que a cada ano buscamos incansavelmente, através de listas de metas, objetivos, sonhos e desejos… resultados que nos “conduzam” ou “tragam” a felicidade ou ao menos sensações que pareçam essa tal felicidade. Para Mara, felicidade vem antes do resultado. Eu adorei isso e já adotei.

A subjetividade e efemeridade que o sentimento “felicidade” vem embalado, não condiz com a notoriedade que damos a “ele”.

Uma das minhas metas desse ano, é viver um dia de cada vez, de forma intensa e “por extenso”, sem abreviaturas. Não quero arredondar os minutos, não quero emendar dias, não quero eliminar os segundos , muito menos as horas. Não quero planejar pulando meses, nem tão pouco considerar as sazonalidades. Finalmente, não arredondar a idade, enfatizar a experiência e não a aparência. Quero um dia de cada vez, simples, slow e verdadeiramente.

De acordo com o calendário, teremos eleições, copa, feriados e mais feriados, mas cada dia é um dia, cada um terá as suas 24 horas de direito. E o mais incrível, nos pertencem.

Com isso, vamos ler, pesquisar, comer, aprender, estudar, conversar, ter ideias, planejar, dormir, praticar esportes, trabalhar, chorar, rir, dançar, cair, levantar, perder amores, ganhar amigos, educar, brigar, adoecer, nos curar, nos entreter, viajar, fazer amor, celebrar e tantas outras coisas possíveis que somos presenteados através do livre arbítrio. Ainda temos 315 dias para sermos intensamente nós mesmos.

O que espero para esses próximos 315 dias e desejo a você que está lendo essas palavras agora, é que possamos evoluir, expandir, compartilhar, experimentar e acima de tudo, VIVER.

Viva 2018!
Literalmente, empiricamente.

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