Com uma proposta de oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto a origem e forma de preparação dos alimentos, evento levanta bandeira da sustentabilidade

Como todo e qualquer ciclo da nossa vida, a Feira Viva, edição de verão chega ao fim. Realizada no último sábado 24/02, no parque Villa-Lobos, o ciclo, o cultivo, a plantação, os grãos, os agricultores, a cenografia, as histórias e o povo se encontraram e reencontraram. Um ode ao sabor tropical, a junção de quem gosta de contar e ouvir boas narrativas. Todos juntos, lado a lado, compartilhando e juntando conhecimento. A agricultura ganhou forma nos produtos expostos, na origem e forma de preparação de cada alimento. O cantar dos pássaros, as plantas, o sol que brilhava e sorria no céu, fizeram pano de fundo a uma intervenção cenográfica que ora parecia verdade, outrora parecia miragem.

Com o mesmo conceito de experiência das outras edições, essa veio com um tempero a mais de experimentação e convívio: as feituras. Dessa vez o espaço de convívio, do garimpo de sabores e das tradicionais rodas de aproximação de pessoas comuns com mestres produtores, foi emoldurado pelo palco onde o espetáculo das feituras (ou feitos) foi o apogeu do evento. Grandes pensadores, especialistas e chefes de cozinha, como Eudes de Assis, André Mifano, Rodrigo Oliveira, Dra Tereza Losada, Carlos Alberto Dória, Rafael Bocaína, Hugo França, Ricardo Cardim, Anderson Falcão e o notório Instituto Europeo de Design, entre outros, debateram sobre as melhores práticas de um consumo sustentável e a preservação dos recursos naturais.

Entre grandes nomes da gastronomia e da botânica, os produtores trouxeram tradição de cultivo e aplicações em demonstrações de como se faz, assim, as feituras foram demonstrações generosas com compartilhamento de cultura , história e conhecimento. Sempre acompanhados de conteúdos relacionados a aplicabilidade consciente das infinitas possibilidades de alimentação que os nossos biomas proporcionam. Afinal de contas, tanto no tema dos painéis, na proposta da feira como um todo e até na cenografia, a bandeira da sustentabilidade se fez presente o tempo todo. Em cada matéria-prima, em cada detalhe.

Para a arquiteta e sócia-diretora comercial da BUENO, Leila Bueno, já fica a saudade do monta e desmonta de barracas, balcões e mobiliários. “Parece mesmo que fechamos esse ciclo com chave de ouro, com caixa perfumada pelas ervas e toda essa gente boa que ocupou cada uma das barracas com seus produtos cultivados e bem produzidos. Teve tanto primor, tradição, conhecimento e história ao acesso de todos. Esperamos que a próxima temporada chegue logo, recheada de experiências, vivências e novidades. Foi e sempre será uma atividade que nos dá muito prazer: montar e dar vida a feira viva”, finaliza animada.