Com uma proposta de intervenções cenográficas divertidas e interativas, BUENO materializa as histórias e ativações através da cenografia

Mais do que um evento, o Inspira BB é um movimento para compartilhar histórias e experiências da vida real através de funcionários do Banco do Brasil. Dessa vez, a edição realizada no teatro Ademir Rosa, em Florianópolis, foi em comemoração ao Dia das Crianças. Sendo assim, cada detalhe desde os próprios palestrantes, como a ambientação dos espaços, foi pensada e construída de forma minuciosa. Com o tema “GENTE EXISTE – que mundo você está deixando pra mim?”, a proposta do encontro era de engajar e emocionar a todo público presente. Fosse através das histórias contadas em cima do palco, fosse por meio das ativações e intervenções cenográficas espalhadas pelo foyer.

A BUENO, mais uma vez, foi responsável pela cenografia do palco e de vários elementos de cena para as apresentações.  Além dessas ocupações do palco, o tempero especial ficou por conta das muitas ações desenvolvidas no hall de entrada do teatro. Cada ação tinha o seu próprio tempero, sua própria cor. Como brincadeiras de crianças, todas tinham um significado, uma mensagem a ser passada.

A começar pela ação “sementes do amanhã”, onde foram distribuídos kits com sementes em um ambiente com grama sintética e balcões de madeira, causando um aspecto de feira de rua, estimulando as crianças a plantarem  e montarem suas próprias hortinhas. Através de um panfleto anexado ao kit, foi dada uma explicação dando o significado de plantar um alimento sem agrotóxicos, e de poder comer o que se plantou sem precisar sair de casa para comprar. Com o slogan “Que mundo você está deixando pra mim?”, foi feita uma conscientização atrelada a Agenda 2030 da ONU, com o objetivo de melhorar três coisas: a economia (cuidar melhor das coisas do mundo e do dinheiro melhor aplicado), à sociedade (todas as pessoas que convivem no mundo) e o meio ambiente (a natureza). E exatamente aí que entrou a hortinha.

Na ação “deixe a sua pergunta”, a brincadeira foi deixar pequenos cartazes impressos com perguntas corriqueiras de crianças e provocar adultos (e crianças) a escreverem as respostas e pendurarem em varais montados em escadas de madeira, que representam o conceito de construção, manutenção e desenvolvimento da educação do ser humano. O espaço ficou interativo e divertido, com adesão de todos.

Na ação “sorvete da honestidade”, foi muito interessante deixar que as próprias crianças pagassem pelo sorvete, depositando o dinheiro diretamente no cofrinho que ficava ao lado dos carrinhos, sem que ninguém fizesse o controle ou o acompanhamento. Entre uma brincadeira ou outra, o desejo de participar dessa ação foi além da vontade do sorvete, estava ali impregnada uma postura de educação e adequação ao desafio proposto, pais e filhos aproveitando o momento para um aprendizado de forma lúdica. O sorriso no rosto das crianças, não negava que o sorvete estava uma delícia sim, mas a sensação de missão cumprida era maior, já que o valor arrecadado seria destinado a uma instituição de caridade. Uma brincadeira saudável, educativa e saborosa.

Mas o Banco do Brasil não estava somente interessado nas crianças que estavam ali presentes, a ideia era conseguir ajudar também outras crianças e despertar outros sorrisos. Na ação “geloteca”, o ambiente foi decorado com geladeiras vazias e desligadas. Dentro delas, ficava o espaço para doação de brinquedos e livros. Esse ambiente foi recheado por lindas histórias, com as crianças sentadas no piso de grama sintética, onde uma contadora de histórias estimulava a leitura. “Faça uma criança ainda mais feliz”, era a frase slogan. Todos os itens arrecadados foram revertidos em prol da entidade Instituto Padre Vilson Groh.

Todas as pessoas presentes foram incentivadas a participar, doar e se divertir. Tudo reforçado com uma comunicação colorida e didática através de cavaletes posicionados em cada atividade. Destaque para o painel com comunicação suplementar e alternativa, privilegiando a comunicação de Autistas. “Para o sócio-diretor de criação e arquiteto, Ricardo Bueno, um dos maiores desafios desse projeto foi conseguir encantar o público presente através de detalhes sutis. “Eu estava sempre muito atento nisso, como os elementos iriam se complementar e ao mesmo tempo surpreender quem estava por ali. Sem dúvida nenhuma, o encantamento estava escondido na riqueza dos detalhes”, explica.

Para a arquiteta e cenógrafa, Leila Bueno, a arquitetura cenográfica tinha o papel de transformar boas histórias em conteúdo. Fosse em atrações de palco ou mesmo nas atividades do foyer. “Foi exatamente esse o nosso objetivo quando começamos a realizar esse projeto, nós tínhamos que interpretar essas histórias e materializá-las por meio de elementos cenográficos. Pelo feedback positivo que recebemos, nós acreditamos que conseguimos suprir as necessidades e atender as expectativas do evento com louvor”, comenta.