Com conceito de tecnologia, vegetação natural e contemporaneidade, o projeto  de cenografia reforça o slogan do evento “Gigantes pela própria natureza”

O maior evento de e-commerce da América Latina, Fórum E-commerce Brasil 2018, chegou ao fim. Varejistas e profissionais do mundo inteiro puderam conversar e debater sobre as principais tendências e desafios do segmento,  durante os dias (14, 15 e 16 de agosto). Mais uma vez, a empresa BUENO Arquitetura Cenográfica, foi convidada para desenvolver os projetos, idealizar e executar o trabalho de cenografia dos principais ambientes do encontro.

Se no ano passado, a cenografia já pincelava e mostrava traços de uma mistura de tecnologia com natureza, dessa vez, eles assinaram isso como marca registrada. Defendendo um conceito que o próprio slogan do evento sugeriu “gigantes pela própria natureza”, a ambientação dos espaços foi composta por elementos que realmente pudessem lembrar as características da flora brasileira.

A ocupação de várias áreas no Expo Transamérica, começou pelo foyer com a instalação de um credenciamento de tirar o fôlego, inesperadamente surpreendente para um evento que trataria de plataformas digitais. O percurso foi se desdobrando elegantemente, tomado de muita vegetação e de um envelopamento total da área, sem que pudesse ser vista a luz do dia, com a performance da iluminação cenográfica e de elementos trazendo o conceito de contemporaneidade, tecnologia e humanização.

A área de interatividade, foi idealizada com a marca do evento em letras tridimensionais de madeira, recheadas por plantas genuinamente brasileiras, espécies do genoma da Mata Atlântica, como bromélias e samambaias, escolhidas especialmente para complementar o conceito. O túnel de entrada, totalmente experiencial, foi revestido de espelhos e samambaias, mas o espetáculo ficou por conta das esferas dançantes iluminadas, onde o público pode interagir com os movimentos e mudança de cores na iluminação. O grande desafio foi sempre mostrar tecnologia sim, mas principalmente, a força do ser humano e do brasileiro, que enriquece a natureza desse país.

Os 4 auditórios, cujos nomes eram: auditório vendas, auditório gestão, auditório tecnologia e auditório pequenos negócios, foram idealizados e inspirados nas linhas da natureza, nos elementos que muitas vezes não nos damos conta, como os traços de uma folha de coqueiro, como nas linhas de uma areca, nas paralelas de uma plantação de eucaliptos ou nos traços de uma textura da folha da bananeira. A Natureza veio para dar mais que um toque especial e de embelezamento nesses espaços, veio para tomar conta e ser a protagonista.

Os pórticos de entrada dos auditórios receberam imagens de vegetação variadas da flora brasileira, dando um enredo aos conteúdos que seriam tratados nos palco.

A cenografia dos auditórios foram compostas por tiras, fixadas em estruturas arredondadas, e sobrepostas em camadas, com profundidade e distâncias  diferentes, que permitiam um movimento contínuo, a cada ángulo que o público se posicionava. Ao receber a iluminação, o espetáculo se fez presente! Uma cenografia completamente inusitada e diferente do convencional para uma plenária de um Fórum.

Para a sócio-diretor de criação, Ricardo Bueno, um dos maiores desafios foi acertar a mão no conceito tecnologia e natureza. “É um contraste, é antagônico! Não acertamos de primeira, mas fizemos um esforço grande de pesquisa e observação para caminhar com um projeto que ainda não existia o conceito e temática definida. A cenografia chegou antes do tema gigante pela própria natureza, às vezes, nossa sensibilidade nos ajuda, além de uma pitada de sorte também”, comenta.

“Além das plenárias, a ideia de criar um túnel sensorial tecnológico com as bolas de led que se moviam e trocavam de cor, em meio as samambaias, foi uma forma de fazer os temas tecnologia e natureza conversarem e explicarem para o público o que pretendemos representar: o valor da natureza e do ser humano em meio a uma era tão digital. Nós ainda trabalhamos com pessoas e para pessoas, intensificando a importância da nossa morada, o  meio ambiente”, finaliza.